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Menina de 9 anos recebe prótese para mão em Porto Alegre

Moradora do bairro Sarandi contou com ajuda de ONG americana

Garota de Porto Alegre contou com ajuda de ONG americana
Garota de Porto Alegre contou com ajuda de ONG americana Foto : André Ávila
Pela primeira vez, Ana Luísa Negrini da Silva, 9 anos, pôde usar as duas mãos para brincar. Na companhia dos familiares, a menina - que mora no bairro Sarandi, zona Norte de Porto Alegre - recebeu neste domingo o presente mais esperado: uma prótese cor de rosa. Graças ao trabalho de uma ONG americana que tem voluntários no mundo inteiro, a garota teve um dispositivo de auxílio fabricado exclusivamente para ela.

A mãe, Bruna Negrini, 27 anos, olhava emocionada o sorriso da filha. Quando ela nasceu sem parte do braço direito, a maior preocupação da família era com a saúde da criança e com a adaptação dela às limitações. “Felizmente, ela é mais do que perfeita”, contou.

Já nos primeiros anos, a gerente de loja procurou hospitais para tentar uma prótese para Ana Luísa. “Os médicos diziam para esperar quando ela sentisse necessidade”, observou. Com o tempo, a criança viu outros exemplos que deram certo e a partir de um programa de televisão, a família conheceu o trabalho da organização sem fins lucrativos E-Nable.

O primeiro contato foi feito no fim do ano passado. “Foram enviadas fotos da menina e um programa faz a medição”, contou o coordenador da E-Nable na América Latina, Filipe Wiltgen. Foi ele quem fez a prótese de Ana Luísa e foi pessoalmente entregar e fazer os ajustes do mecanismo na zona Norte de Porto Alegre nesse domingo.

Toda a história foi acompanhada por uma equipe inglesa de TV da rede Al Jazeera. O grupo produz programas sobre assuntos relacionados à medicina e a inovações. Um dos apresentadores, Javid Abdelmoneim, que é médico, pôde dar algumas orientações para Ana Luísa sobre como lidar com o equipamento. Ela terá que fazer alguns exercícios para se acostumar com a mão mecânica feita de basicamente de plástico.

A mãe havia pensado em adquirir uma prótese, mas o custo ficaria em torno de R$ 100 mil. Wiltgen contou que gasta aproximadamente para produzir um equipamento como o de Ana Luísa apenas R$ 500. O valor é custeado pelos voluntários e quem quiser colaborar pode entrar em contato pelo e-mail enablematcher.latinamerica@gmail.com, ou visitar a página: www.enablingthefuture.org.