Geral

Menina ganha sobrenome de duas mães em Porto Alegre

Juíza reconheceu maternidade socioafetiva com base em relacionamento estável de 10 anos

O nome da companheira da mãe biológica de uma menina vai ser inserido no registro de nascimento da criança. A decisão é da juíza Anaísa Accorsi Peruffo, da Vara de Família do Foro Regional do Partenon, na Capital. A autora, em união estável com a mãe biológica da menina há 10 anos, requereu o reconhecimento de maternidade socioafetiva. O pai biológico, conforme acordo firmado antes da concepção, não registrou a criança e não mostra interesse na paternidade. Após colher depoimentos das autoras e de testemunhas, a juíza confirmou a união estável nesta segunda-feira.

Provas como documentos e fotografias também corroboraram com a versão. A forma compartilhada e harmônica dos cuidados e responsabilidades que compreendem a função de mãe foi reconhecida pela juíza, em ambas as partes. A magistrada também considerou a relação maternal construída entre a autora e a criança; o desejo da menina em contar com o sobrenome das mães, e a ausência de não prejuízo ao desenvolvimento psicológico da garota.

Pela decisão, os pais da mãe socioafetiva também serão reconhecidos como avós da criança.