Uma menina de nove anos passou nesta quinta-feira por transplante de pele inédito na Santa Casa de Caridade de Bagé. O procedimento, também conhecido como transplante alógeno (com tecido de outra pessoa), foi custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme o cirurgião-plástico Andre Previtalli, a UTI Pediátrica da Santa Casa de Bagé providenciou uma psicóloga para orientar a criança. A especialista, Lisiane Sefrin, é membro da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos, Tecidos e Transplantes, junto ao Banco de Pele de Porto Alegre.
Previtalli destacou a importância do órgão, que é o primeiro do Brasil e único da América do Sul a fazer a coleta do material de doadores mortos, esterilizado, e preparado para os transplantes.
A cirurgia
A paciente apresentava um quadro de meningococcemia, que é uma espécie de meningite rara que leva à perda de tecido cutâneo. O procedimento levou cerca de duas horas e meia para ser concluído e foi realizado pelo cirurgião-plástico André Previtalli, de Bagé. Segundo ele, a cirurgia foi numa das coxas da criança, atingida pela doença. A outra deve ser alvo de uma próxima cirurgia, na semana que vem.
O material para o segundo procedimento é conservado numa geladeira, onde pode permanecer por um período de até 10 dias em condições adequadas para transplante. O cirurgião explica que a pele transplantada permanece no local por um período superior a uma semana, funcionando como uma espécie de curativo, enquanto houver infecção e desprendendo-se de maneira natural, numa segunda etapa.
André Previtalli não descartou a possibilidade de que a menina precise receber um enxerto da própria pele para completar a recuperação.
Menina passa por transplante inédito de pele em Bagé
Procedimento, também conhecido como transplante alógeno, foi custeado pelo Sistema Único de Saúde