O casal foi autuado por entregar substância que cause dependência física ou psíquica a criança ou adolescente, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê pena de dois a quatro anos de prisão. A mãe foi levada para a Cadeia Feminina de Pradópolis, e o pai para a Cadeia de Jaboticabal. Ambos não pagaram a fiança mínima, de R$ 310 cada, por isso ficaram presos.
Segundo o delegado Pláucio Fernandes, vizinhos informaram que a ingestão de bebida alcoólica pelos filhos do casal (que têm outras quatro crianças) era uma prática recorrente. Uma garrafa plástica, com resquícios de cachaça, foi apreendida no barraco. A mulher tentou desviar a origem do caso, dizendo que o filho teria sido atropelado, mas exames clínicos não confirmaram isso. Fernandes disse que o menino foi encontrado, cambaleante, por um vizinho, perto de um córrego. "Ele poderia ter morrido afogado se caísse no córrego", comenta o delegado.
Depois, um parente do menino o levou à Santa Casa. De acordo com o hospital, a criança recuperou a consciência ainda na noite de ontem e que seu quadro é estável e não corre risco de morte. Após receber alta, o menino deverá ficar sob a guarda da avó materna. Mas, antes disso, o caso será avaliado por um juiz.