Vinte viaturas e mais de 50 bombeiros trabalharam no resgate as vítimas. Dois helicópteros Águia da Polícia Militar estavam no local auxiliando nas buscas. Além destes, o Águia 9, equipado com o Olho de Águia, sobrevoa a área do desabamento transmitindo imagens em tempo real para a coordenação da Polícia Militar em São Paulo. Por volta das 13h, duas pessoas já haviam sido resgatadas. Uma delas era uma jovem de 18 anos, grávida, que não resistiu. Uma adolescente, de 15 anos, foi resgatada com vida.
Momentos antes de o corpo do menino ser encontrado, o pai dele, Fernando de Jesus, afirmou que já havia avisado a Prefeitura de São Paulo que a área corria o risco de desabar. Ele morava há um ano na área. "A prefeitura disse que não havia risco", protestou. Segundo Ricardo Sampaio, coordenador do programa de mananciais da Secretaria de Habitação de São Paulo, a prefeitura não foi informada. O secretário da habitação da Prefeitura de São Paulo, Ricardo Pereira Leite, informou que 10 casas devem ser definitivamente interditadas na região.
Por volta das 15h, a Defesa Civil de São Paulo interditou 50 casas na comunidade e houve interdição de mais 1.200 metros quadrados na região. Segundo nota divulgada pela Prefeitura de São Paulo, a atitude foi tomada para “evitar riscos”. Nove casas foram atingidas com o acidente e três ficaram totalmente destruídas, segundo informou o Corpo de Bombeiros.
A Sehab (Secretaria Municipal de Habitação) informou que em cerca de um ano e meio, 350 famílias foram transferidas por meio do programa de Aluguel Social, que proporciona a locação de um imóvel provisório, até a entrega da moradia definitiva. A área é considerada de risco e passava por obras de contenção de encosta.
Desabamento ocorreu na divisa de São Paulo com Diadema, no Grande ABC | Foto: Adriano Lima / AE / CP