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Mensagem das ruas exige serviços públicos de qualidade, afirma Dilma

Presidente convocou governadores e prefeitos a pacto para melhorar mobilidade urbana, educação e saúde

Presidente disse que manifestantes têm o direito de exigir mudanças, mas de forma pacífica o ordeira
Presidente disse que manifestantes têm o direito de exigir mudanças, mas de forma pacífica o ordeira Foto : Reprodução / CP
Em pronunciamento na noite desta sexta-feira, gravado no início da noite e exibido em cadeia nacional de rádio e TV, a presidente Dilma Rousseff afirmou que está atenta às diversas manifestações que ocorrem no Brasil e destacou a necessidade de melhorar os serviços públicos no País. Segundo ela, as áreas da educação, saúde e transporte público vão receber mais cuidados. "A mensagem das ruas exige serviços públicos de qualidade", declarou.

“Irei conversar nos próximos dias com chefes de governos para um criarmos um grande pacto pelo Brasil. A primeira pauta será um plano nacional de mobilidade urbana, que prestigie o transporte público”, comentou. “Vamos também garantir a destinação de 100% dos recursos do pré-sal para a educação e trazer milhares de médicos do Exterior para ampliar o atendimento no Sistema único de Saúde, o SUS”, emendou a presidente.

Diante das reclamações contra os gastos do governo para a realização da Copa do Mundo no ano que vem, a presidente defendeu que não há dinheiro público na construção ou reforma de estádios: “O dinheiro gasto pelo governo com as arenas é fruto de financiamentos, que serão pagos pelas empresas e governos que vão explorar as arenas. Portanto, não saíram dos recurso do governo federal”.

Sobre as manifestações, Dilma afirmou que tem "a obrigação de ouvir a voz das ruas", salientando a preocupação com a violência promovida por uma minoria durante os atos. Dilma disse que manifestantes têm o direito de exigir mudanças, mas "de forma pacífica o ordeira".

Ela prometeu receber líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, entidades sindicais, movimentos de trabalhadores e associações populares. "Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente", avaliou.

Crítica ao vandalismo

Ela repreendeu o vandalismo e destacou que não vai permitir “arruaças”. “Não posso aceitar que uma minoria apedreje ônibus. A violência não pode manchar o movimento pacífico e democrático, que envergonha o Brasil. Vou coibir isso nos limites da lei”, acrescentou.

A repressão durante a ditadura militar no Brasil também foi lembrada no pronunciamento da presidente. “Minha geração lutou muito para que as vozes das ruas fossem ouvidas, alguns, aliás, foram perseguidos pelo regime da época”, disparou. “Temos que aproveitar o vigor destas manifestações para provocar mudanças no País.”

O combate à corrupção também fez parte do discurso de Dilma, que defendeu maior controle do gasto público. “O cidadão precisa ter mecanismos de controle mais abrangentes sobre seus representantes, para combater a corrupção. A Lei de Acesso à Informação, que foi implantada no meu governo, deve ser fortalecida e promover maior transparência”, ressaltou.

Veja o pronunciamento:


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