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Mesmo com subsídio, empresas de ônibus não garantem salário integral a rodoviários

Consórcios argumentam que prefeitura ainda pode derrubar liminar

Empresas de ônibus não garantem pagamento de salário integral a rodoviários
Empresas de ônibus não garantem pagamento de salário integral a rodoviários Foto : Ricardo Giusti / PMPA / Especial / CP Memória
As empresas de ônibus de Porto Alegre mantêm a decisão de reduzir os salários dos motoristas e cobradores a partir do adiantamento salarial desta terça-feira, mesmo que a justiça obrigue a prefeitura a compensar a tarifa para todos os prestadores do serviço. A primeira a conquistar o subsídio, a Via Leste, sustenta ser necessário aguardar provável recurso do Executivo até poder garantir o aumento dos funcionários.

Em entrevista à Rádio Guaíba nesta terça-feira, o diretor do consórcio Via Leste, Enio Roberto dos Reis, ainda citou o acúmulo de prejuízos durante os vinte dias de suspensão do reajuste da passagem como fator que pode levar as empresas a cortarem o aumento dos rodoviários.

“É uma decisão liminar, as empresas ainda não receberam o subsídio e sabemos que a prefeitura vai tentar derrubar a liminar. Nós, que nunca atrasamos um dia de salário, vamos pagar os salários dos funcionários sem o reajuste neste momento, por total insuficiência financeira. As empresas já estão recorrendo a bancos para poder honrar compromissos. Enquanto a situação não for regularizada, vamos pagar o salário antigo. Depois, se a situação se regularizar, iremos gradativamente repondo as importâncias”, garantiu.

Já os rodoviários vão entrar com ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para exigir o pagamento imediato do dissídio de 11,8%. A possibilidade de uma greve ainda não é admitida pelo sindicato da categoria.

A expectativa dos empresários é de que o consórcio Mais, que já ingressou com o mesmo pedido da Via Leste, garanta ainda nesta terça-feira liminar para que a prefeitura pague os R$ 0,50 a mais por cada passageiro transportado. Os outros dois consórcios privados que assumiram a licitação, Viva Sul e Mob, também entrarão com ação.

O prefeito José Fortunati (PDT), por sua vez, lamentou a primeira liminar concedida aos empresários e reiterou que a prefeitura vai recorrer. Fortuati questionou o fato de uma juíza reconhecer o valor ideal da tarifa a R$ 3,75, enquanto outra mantém o valor a R$ 3,25. De acordo com o prefeito, vai ser preciso cortar recursos de áreas essenciais para atender à nova determinação.