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Mesmo com veraneio reduzido, expectativa é de aumento no movimento no Litoral

Em algumas escolas gaúchas, ano letivo deve encerrar na metade de janeiro

Comerciantes estão otimistas com a movimentação no Litoral
Comerciantes estão otimistas com a movimentação no Litoral Foto : Paulo Bitencourt/ CP Memória
A onda de gripe A fez com que algumas escolas tivessem que ampliar o calendário letivo para até a primeira quinzena de janeiro. Essa mudança fará com que o veraneio tenha 40 dias em vez de 50. O dado é da Câmara de Dirigentes Lojistas de Torres. Conforme o secretário executivo da entidade, Marcos Valério Santana, apesar disso, há perspectiva de aumento no movimento em 10% no próximo veraneio em relação à temporada anterior. "Desde junho, estão aumentando as vendas, por causa da melhoria da situação econômica", relata.

O otimismo é comprovado pelos números da rede hoteleira. Em um hotel de Torres, por exemplo, não há mais vagas para o Natal e Ano Novo, e a ocupação é de 50% no início de janeiro. "Esse é o fluxo normal de verão", argumenta o responsável pelas reservas, Fernando de Cabreira.

Calendário

O calendário das escolas influencia diretamente no veraneio. No caso do Colégio Israelita, de Porto Alegre, por exemplo, os alunos que passarem sem recuperação vão ser liberados em 8 de janeiro. Quem ficar em recuperação, vai estudar até o dia 15. "Nós tivemos que recuperar 15 dias de aula. A escola faz questão de cumprir com o que foi acordado com os pais no início do ano", explica a diretora da escola, Mônica Timm de Carvalho.

Muitas outras escolas particulares terão o mesmo calendário. Conforme o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no RS, Osvino Toillier, foi necessário conversar com os pais, que tiveram que adiar a viagem de férias. "Existe a questão legal, de cumprimento dos 200 dias letivos, a questão pedagógica, de cumprimento dos conteúdos, e a questão social, já que as famílias programam as férias de acordo com o fim das aulas", afirma Toillier.

Além das escolas particulares, muitos colégios municipais e estaduais devem continuar as aulas na primeira quinzena de janeiro. No entanto, não há a contabilização de quantos alunos devem ser afetados. Isso porque, além do aumento das férias de inverno por causa da gripe A, houve problemas com alagamentos, enchentes e temporais nas últimas semanas, que ampliaram ainda mais o tempo necessário para recuperar as aulas não realizadas. Em 2010, o ano letivo deve começar entre 22 de fevereiro e 1º de março.