No Complexo Hospitalar da Santa Casa, 50% das consultas foram remarcadas. A maioria dos pacientes foi alertada, reduzindo os transtornos. Além disso, duas equipes de cirurgiões pararam as atividades, mas os pacientes tiveram os procedimentos reprogramados.
No Hospital de Clínicas a adesão também foi alta. Na terça-feira, primeiro dia de paralisação, 56,4% das consultas foram realizadas, o que corresponde a 1.182 atendimentos. Entretanto, 713 pessoas não foram recebidas pelos médicos em função dos protestos e 202 pacientes não compareceram. Na manhã desta quarta, esse panorama se repetiu. A maioria das pessoas que passou pelo hospital estava por causa de exames e outros procedimentos. A direção buscou reagendar a maioria das consultas ambulatoriais.
No Grupo Hospitalar Conceição (GHC) a realidade era bem diferente. As unidades do GHC funcionaram praticamente normais nos dois dias. Os serviços de emergências dos hospitais registravam atendimentos superiores à capacidade, como é registrado normalmente. Esses serviços não foram afetados pela paralisação.
A manifestação é um movimento nacional da categoria contra o programa do governo federal Mais Médicos, que prevê a contratação de profissionais para atuarem nas cidades pequenas e também permite o ingresso de médicos estrangeiros.