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Meteorologia prevê ápice do frio na madrugada desta sexta-feira

Apesar das temperaturas baixas, há pouca chance de nevar no Estado

Meteorologia prevê ápice do frio na madrugada desta sexta-feira
Meteorologia prevê ápice do frio na madrugada desta sexta-feira Foto : Vinicius Roratto
O intenso frio que atingiu o Rio Grande do Sul nesta quinta-feira – provocando o amanhecer mais gelado do ano até agora – surpreendeu até mesmo a meteorologista Estael Sias da MetSul. No entanto, ela frisou que os termômetros devem baixar ainda mais entre esta noite e a manhã desta sexta-feira. A onda de frio extremo seguirá sobre o Estado até o próximo sábado.

Estael recomendou manter as cobertas a postos: “O ápice do frio vai acontecer na próxima madrugada, principalmente nas áreas do Centro e Leste do Estado”, adiantou ela com base em prognósticos da MetSul. O risco de neve, entretanto, está descartado, mas não por falta de baixas temperaturas: “Tem frio suficiente para formar a neve, mas não as nuvens que poderiam trazer esse tipo de precipitação”.

“As temperaturas que tivemos hoje seriam surpreendentes mesmo no inverno”, comentou Estael em entrevista a Rádio Guaíba. Em pelo menos 39 municípios gaúchos a temperatura foi negativa. A marca mais baixa registrada em solo gaúcho pela manhã ocorreu em Santa Rosa, com -7,0°C. Em Porto Alegre, os termômetros registraram apenas 1,6°C.

Frio e chuva no inverno

A meteorologista explicou que a previsão é de que o inverno seja bastante rigoroso no Rio Grande do Sul, depois de o verão ter sido muito quente. “Teve um calor persistente. Até a primeira quinzena de março tivemos temperaturas acima da média em várias cidades do Estado, sequência de dias com altas temperaturas. Como forma de compensação, poderemos ter algo semelhante no inverno.”

Além do frio, há possibilidade de grandes volumes de chuva, até em excesso. “Os prognósticos indicam que teremos o fenômeno El Niño. A história mostra que quando temos El Niño, há uma grande probabilidade de volume de chuva”, explicou ela, que acredita que precipitações devem ocorrer “entre o final do inverno e nos meses de primavera”.

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