A falta de segurança e os consequentes assaltos e agressões dentro das estações do Trensurb podem levar os metroviários a paralisarem as atividades na próxima semana. O presidente do Sindimetrô/RS, Luiz Henrique Chagas, disse que a situação está insustentável dentro das estações, onde aconteceriam furtos pelo menos uma vez por dia.
“Temos menos de 80 seguranças para 22 estações de trem. Para todos os turnos. No final de janeiro, chegamos ao cúmulo de um arrastão entre as estações Rodoviárias e São Pedro e não foi a primeira vez que um ato desses aconteceu”, afirmou.
Segundo Chagas, a Trensurb tem cadastro reserva de profissionais de segurança e precisa tomar uma providência antes que uma tragédia aconteça. O dirigente garante que seriam necessários pelo menos 160 seguranças para dar conta da demanda de ponta a ponta da linha do trem. “Não é apenas na área de segurança que estamos com falta de funcionários. Faltam pelo menos cem atendentes para a bilheteria. Tem sido comum a liberação das catracas para a passagem dos usuários, pois não tem quem cobre a tarifa”, denunciou.
O Sindimetrô/RS marcou uma assembleia da categoria para a próxima semana na sede da entidade, e pode decidir pela paralisação. “Estamos muito preocupados com a violência alarmante nos terminais. E os marginais estão sabendo que não há segurança suficientes neles”, alertou Chagas.
A assessoria de imprensa do Trensurb informa que a empresa não recebeu nenhum comunicado do sindicato sobre a possível paralisação e que só vai se pronunciar depois do aviso oficial.
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