Os metroviários decidiram, nesta quinta-feira, entrar em estado de greve e marcar paralisação para o próximo dia 21, quinta-feira, caso a Trensurb não apresente uma proposta de reposição salarial de 9,28% - exigida pela categoria. A decisão foi tomada na assembleia geral da categoria, ocorrida à tarde, na sede do Sindimetrô/RS.
Apesar de as cláusulas sociais e o acordo de escalas já estarem resolvidas, os metroviários querem garantir a reposição salarial de 9,28%. Na semana passada, a categoria rejeitou por unanimidade a proposta de reajuste, de 8,28%. O presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chegas, acredita que diferença de 1% deverá ser resolvida ao longo da próxima semana. Entretanto, caso a postura da Trensurb seja irredutível, ele afirmou que os metroviários estão prontos para realizar a primeira paralisação nos últimos anos.
“Não tivemos greve nos últimos três anos. E para evitar uma paralisação, considerando a atual situação econômica e política do país, iniciamos a negociação em março”, relatou Chagas. O presidente ainda disse que os servidores entregarão uma carta aberta aos usuários da Trensurb até a próxima semana para expôr a atual condição da categoria. “Diminuiu o número de funcionários. A Trensurb tirou servidores da operação para colocar em funções administrativas. É preciso mais servidores”, argumentou. Atualmente, a categoria conta com 1.050 metroviários.
Metroviários decidem paralisar na próxima quinta-feira
Categoria exige reposição salarial de 9,28% para não parar circulação do Trensurb