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Metroviários devem pagar multa devido à paralisação

Situação no trânsito começou a se normalizar, após congestionamentos e ônibus lotados

Trânsito ficou intenso no início da manhã
Trânsito ficou intenso no início da manhã Foto : Vinícius Roratto
A procuradora regional do trabalho Beatriz Junqueira Fialho lamentou que os metroviários tenham descumprido a decisão judicial que determinou o funcionamento das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min. Cada horário de pico descumprido resultará em multa de R$ 70 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresa de Transporte Metroviários e Conexas do RS (Sindimetrô/RS), totalizando R$ 140 mil. "Embora os dirigentes do sindicato não tenham sido localizados pelos oficiais de Justiça para serem notificados quanto à punição, em nada impede a aplicação das multas", observou.

De acordo com a procuradora, na hipótese de os metroviários virem a deflagar greve por tempo indeterminado, o Sindimetrô/RS deve notificar a população e a direção da Trensurb com antecedência de 72 horas. "E mesmo durante a paralisação devem manter o funcionamento parcial dos trens", advertiu. Beatriz lembrou que o sindicato é réu em ação declaratória de abusividade de greve, que deve ser julgada em breve, por conta de paralisação ocorrida em 18 de agosto de 2011, ocasião em que os trens também não circularam nos horários de pico e impactaram, nas primeiras horas da manhã, pelo menos 40 mil pessoas.

Na quinta-feira, durante assembleia, a categoria decidiu paralisar as atividades hoje a fim de cobrar a concessão de aumento salarial de 21%, referente a perdas da inflação dos últimos nove anos, entre outras demandas. Devido à paralisação, a inauguração de duas novas estações do metrô de superfície, a Rio dos Sinos, em São Leopoldo, e a Santo Afonso, em Novo Hamburgo, foi cancelada.

O presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas, não demonstrou intenção de repensar a paralisação. Ele afirmou que passou o final de semana em casa e não recebeu a notificação da Justiça sobre a necessidade de manter o efetivo nos horários de pico. Chagas demonstrou insatisfação com o salário inicial para quem trabalha na Trensurb, de R$ 1 mil, considerado pouco para uma profissão de risco.

Além do reajuste, a categoria exige o fim da terceirização de serviços, que causa dificuldade aos metroviários no exercício do trabalho e contribui para a má qualidade do serviço, segundo o presidente. Os funcionários ainda questionam a intenção da Trensurb, que deseja inaugurar outras duas estações com o mesmo número de trabalhadores. Eles querem ao menos 150 novas pessoas para que isso ocorra.

A paralisação causou transtornos à população nesta manhã. Ônibus da região Metropolitana registraram grandes filas nas paradas e seguiram lotados. Na BR 116, o trânsito registrou congestionamento de sete quilômetros e lentidão de Sapucaia do Sul até a freeway. Após as 9h, a situação começou a se normalizar tanto na rodovia quanto nas paradas próximas às estações.

Com informações de Luciamen Winck e Karina Reif


Situação no trânsito começou a se normalizar, após congestionamentos e ônibus lotados / Foto: Vinícius Roratto/CP

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