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Metroviários rejeitam aumento de 5,1% e cogitam paralisação

Em 21 de maio, sindicato parou o Trensurb, deixou 170 mil sem o serviço e levou multa de R$ 140 mil

Por unanimidade, o Sindicato dos Metroviários (Sindimetrô/RS) rejeitou a contraproposta de reajuste de 5,1% apresentada pela Trensurb, em assembleia realizada na sede da empresa, na tarde desta segunda-feira. Em estado de greve, os trabalhadores se reúnem mais uma vez na quinta-feira desta semana para traçar os rumos do movimento. A diretoria do Sindimetrô exige a continuidade das negociações e adverte que uma segunda paralisação como a que parou os trens por 24 horas, em 21 de maio, deixando 170 mil usuários sem o serviço, pode ocorrer.

Na manhã desta terça-feira, a categoria deve oficializar a Trensurb sobre a rejeição do percentual, que correspondente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período de maio de 2011 a abril de 2012. Na primeira oferta, a companhia havia acenado com 3,6%, índice que também não havia agradado aos metroviários.

De acordo com o presidente do Sindimetrô, Luís Henrique Chagas, o reajuste só repõe a inflação, sem nenhum ganho real nos salários. A categoria pede, também, a prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho, suspenso pela companhia em 31 de maio, assim como o fim das terceirizações, a contratação imediata de funcionários, reajuste no vale-refeição, além de reparos estruturais nos trilhos da companhia.

No dia 21 de maio, o protesto rendeu multa de R$ 140 mil ao sindicato. No dia seguinte, a direção da Trensurb confirmou o corte de ponto.

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