Dois outros coletivos foram encaminhados para substituir o carro acidentado e os pacientes devem seguir para as instituições onde foram marcados procedimentos. “Essa é uma realidade que temos que nos submeter. É muito difícil conseguir agendamentos e eles devem fazer as consultas normalmente.”
Mariza informou que, em razão da falta de médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Canguçu, cerca de 500 pessoas são levadas, por semana, para serem atendidas em Porto Alegre ou em hospitais do Sul do Estado. “Isso é uma realidade nacional. Nos vimos pressionados a realizar esse transporte diariamente”, disse.
De acordo com os cálculos da secretaria, são feitas de quatro a cinco viagens nas segundas, quartas e sextas-feiras. No entanto, não é raro serem realizados trajetos também às terças e às quintas. A prefeitura utiliza um ônibus, dois micro-ônibus e duas vans, além de ambulâncias, para prestar o serviço, já que não há como tratar as pessoas na cidade, apesar de haver um hospital regional no município. A secretária explicou que não há interesse dos profissionais em se credenciar ao SUS.