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Minc critica primeira versão de acordo em Copenhague

Ministro acha inaceitável que países emergentes contribuam com fundo global do clima

Minc critica primeira versão de acordo em Copenhague
Minc critica primeira versão de acordo em Copenhague Foto : Rodrigues Pozzebom/ABr/CP
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez críticas hoje à primeira versão do acordo sobre o clima que será firmado em Copenhague. Ele diz que não é aceitável que países emergentes contribuam com o fundo global do clima e defendeu metas comparáveis de redução de emissão de carbono entre os países.

O ministro embarca hoje para a Dinamarca, acompanhando a comitiva do presidente Luís Inácio Lula da Silva."Uma questão que me preocupa é o da inclusão de países emergentes no fundo global. Tanto o Protocolo de Kyoto quanto a Convenção do Clima são claros em dizer que essa é uma responsabilidade dos países ricos. Os países ricos estão querendo diminuir os recursos que têm que dar, querem colocar grande parte disso para o mercado e ainda criar divisão entre países emergentes e países pobres. O Brasil não concorda com essa divisão", afirmou o ministro, que ressaltou que o documento é preliminar, "uma base para a negociação entre os chefes de Estado".

Minc defende que países emergentes custeiem parte dos seus gastos com o corte de emissão de carbono e colaborem, emprestando tecnologia, a países pobres, como os africanos e do Caribe. "Para receber recursos por proteção de floresta, tem de ter sistema de monitoramento eficaz para provar que está reduzindo desmatamento. Países pobres não têm essa tecnologia e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) é referência mundial. Podemos cooperar".

O ministro também discorda da proposta da criação do "Protocolo de Copenhague", novo tratado, que extinguiria o acordo firmado em Kyoto. "Demorou oito anos para construir a base jurídica de Kyoto. Não vai haver outra base sólida agora. É perigoso, complicado e imprudente derrubar essa base. Estamos trabalhando com a atualização de Kyoto por um lado e a inclusão dos Estados Unidos por outro".Minc defende ainda que sejam estabelecidas metas comparáveis de redução de emissão de carbono. Ele citou a China como exemplo, que fixou como meta a redução de 40% de teor de carbono por unidade de Produto Interno Bruto. "Isso significa que, se o país crescer, a redução será em cima de cada unidade de crescimento. Do jeito que fala, parece que a China vai reduzir 40%, mas não. Em vez de triplicar suas emissões de carbono até 2020, ela vai `apenas' dobrar".