“Não há explicação para essa alternância de um ano para o outro. Este ano, há um predomínio do vírus H1N1, que é mais agressivo, porém não está fora de controle. Não estamos observando um padrão inesperado”, argumentou. A Secretaria Estadual da Saúde também avaliou o momento no Rio Grande do Sul como “esperado”.
O número de óbitos na região Sul já supera o dobro das ocorrências somadas nos dois anos anteriores. Os três estados registraram 21 mortes em 2010 e 14 em 2011. No Rio Grande do Sul, foram 14 óbitos no ano passado. Em 2010, o Estado não registrou ocorrências de gripe A.
O governo gaúcho já solicitou ao Ministério da Saúde mais 100 mil doses da vacina tríplice. O órgão federal, porém, ainda não informou quando o novo lote deve ser encaminhado ao Rio Grande do Sul, já que a remessa ocorrerá através de um remanejo de outros estados.
O infectologista Tarquino Gavilanes Sanchez acredita que como 2011 foi um ano de tranquilidade após o quadro de pandemia entre 2009, a população relaxou nos cuidados com a prevenção. Ele explica que o que diferencia os sintomas da influenza A (H1N1) da gripe comum é a progressão rápida do quadro de insuficiência respiratória. “Há uma evolução acelerada em 48 horas”, disse.
Confira a conduta que deve ser adotada para evitar o contágio (conforme a SES):
- Higienizar as mãos com frequência;
- Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
- Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social;
- Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração;
- Ventilar os ambientes.
Com informações da Agência Brasil