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Ministério da Saúde assegura que não há risco de epidemia de gripe A

Região Sul do País registra 74 mortes causadas pelo vírus neste ano

Apesar do número de 74 mortes causadas por gripe A neste ano na região Sul do Brasil, sendo 15 no Rio Grande do Sul, 14 no Paraná e 45 em Santa Catarina, o Ministério da Saúde comunicou que não há risco de ocorrer uma epidemia da doença. De acordo com o diretor do departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, a situação atual está dentro da normalidade. Segundo ele, a cada ano um subtipo do vírus Influenza, causador da gripe, circula mais no país e, em 2012, está havendo uma circulação maior do tipo H1N1.

“Não há explicação para essa alternância de um ano para o outro. Este ano, há um predomínio do vírus H1N1, que é mais agressivo, porém não está fora de controle. Não estamos observando um padrão inesperado”, argumentou. A Secretaria Estadual da Saúde também avaliou o momento no Rio Grande do Sul como “esperado”.

O número de óbitos na região Sul já supera o dobro das ocorrências somadas nos dois anos anteriores. Os três estados registraram 21 mortes em 2010 e 14 em 2011. No Rio Grande do Sul, foram 14 óbitos no ano passado. Em 2010, o Estado não registrou ocorrências de gripe A.

O governo gaúcho já solicitou ao Ministério da Saúde mais 100 mil doses da vacina tríplice. O órgão federal, porém, ainda não informou quando o novo lote deve ser encaminhado ao Rio Grande do Sul, já que a remessa ocorrerá através de um remanejo de outros estados.

O infectologista Tarquino Gavilanes Sanchez acredita que como 2011 foi um ano de tranquilidade após o quadro de pandemia entre 2009, a população relaxou nos cuidados com a prevenção. Ele explica que o que diferencia os sintomas da influenza A (H1N1) da gripe comum é a progressão rápida do quadro de insuficiência respiratória. “Há uma evolução acelerada em 48 horas”, disse.

Confira a conduta que deve ser adotada para evitar o contágio (conforme a SES):

- Higienizar as mãos com frequência;
- Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
- Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social;
- Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração;
- Ventilar os ambientes.

Com informações da Agência Brasil

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