Na próxima semana, o Ministério da Saúde se reúne com integrantes de uma organização não-governamental que organiza os estudos mundiais de imunização. Conforme o coordenador do Programa Nacional de Combate à Dengue, Giovanini Coelho, a intenção é discutir a possibilidade real de utilização das vacinas já em teste. A ideia também é definir um cronograma de trabalho para a organização de ensaios no Brasil.
Há pelo menos três iniciativas em curso, conforme Giovanini, pelo Instituto Butantã (em parceria com os Estados Unidos), pela Fiocruz, e pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A expectativa do coordenador é que, em cinco anos, o Brasil já possa contar com a imunização em larga escala. “A vacina contra a dengue é complexa, porque são necessários todos os sorotipos, para uma proteção segura. Ainda não é possível realizar testes em uma grande população”, afirmou.
O coordenador do Programa Nacional de Combate à Dengue garante que, apesar de haver diversos estudos para a elaboração de inseticidas biológicos, o produto utilizado no Brasil está de acordo com os padrões da Organização Mundial da Saúde. Mesmo assim, ele reitera que o agente é tóxico à saúde humana e, por isso, não pode ser aplicado por aviões pulverizadores, como o que já foi feito durante infestação de mosquitos comuns em Minas Gerais na década de 1970.
O Ministério da Saúde emitiu nota técnica proibindo o uso de aviões para dispersar inseticida ainda em 2008 e reiterou a normativa neste ano. “A pulverização aérea causa muito mais impacto à saúde, não há o controle do local onde o produto está sendo aplicado e, só deve ser usado em casos muito extremos”, alertou. A utilização da técnica é defendida pelo Centro Brasileiro de Bioaeronáutica.
Ministério da Saúde definirá cronograma de testes da vacina contra a dengue
Reunião em Salvador com Ong discute programa de imunização no mundo