Ministério da Saúde estuda incorporar remdesivir ao SUS

Ministério da Saúde estuda incorporar remdesivir ao SUS

Antiviral foi aprovado nesta sexta pela Anvisa para tratamento pacientes hospitalizados com Covid-19 sem uso de respirador

R7

Remdesivir foi aprovada pela Anvisa para uso em alguns casos de Covid-19 somente em hospitais

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O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou nesta sexta-feira que a pasta analisa a possibilidade de incorporar o antiviral remdesivir para tratamento de pacientes com Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS). "O ministério está estudando os dados científicos recebidos do laboratório (Gilead Sciences) para uma análise segura e o mais breve possível para que possamos identificar os processos administrativos necessários para disponibilizar para o tratamento dos pacientes acometidos de covid no estágio a que ele deve ser aplicado."
 
A droga foi aprovada nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em alguns casos de Covid-19 somente em hospitais.

Os pacientes precisam cumprir critérios como:
 
• Ser adulto ou adolescente acima de 12 anos;
• Ter peso mínimo de 40 kg;
• Estar hospitalizado com diagnóstico de covid-19 confirmado;
• Apresentar pneumonia causada pelo coronavírus;
• Necessitar de oxigênio suplementar (não é aplicado em pacientes com ventilação mecânica ou oxigenação por membrana extracorporal).

Fora do país, o tratamento padrão de cinco dias com remdesivir custa US$ 3.120 (cerca de R$ 17,3 mil no câmbio de hoje). No entanto, o valor no Brasil ainda precisa ser definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

O que é?

O remdesivir foi desenvolvido inicialmente para o tratamento da hepatite C e utilizado de forma experimental contra o ebola. Pesquisa em camundongos mostrou que o remédio tinha capacidade de combater a SARS (síndrome respiratória aguda grave) e a MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio), doenças provocadas por micro-organismos similares ao SARS-CoV-2.

A Anvisa levou em conta para a aprovação dados do estudo do medicamento que mostram uma redução do tempo médio de hospitalização em pacientes que fizeram uso do remdesivir.

Em um ensaio comparativo, pessoas internadas com covid-19 que receberam a droga ficaram cerca de 10 dias no hospital, enquanto os que não receberam permaneceram por 15 dias. A droga já foi aprovada para uso nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Austrália, entre outros. Em outubro do ano passado, um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que o remdesivir não tem influência positiva no tempo de internação. Os resultados foram questionados pela Gilead.

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