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Ministério da Saúde muda recomendação sobre vacina contra febre amarela

Mães que estão amamentando devem retirar o leite antes ou procurar um banco de leite materno

Após um estudo realizado pela prefeitura de Cachoeira do Sul, na região Central do Estado, o Ministério da Saúde modificou as recomendações sobre os cuidados que mães que estiverem amamentando devem tomar após receberem a vacina contra a febre amarela. Elas devem retirar o leite para ser administrado às crianças em mamadeira por 15 dias ou procurar um banco de leite materno.

Conforme a coordenadora do programa estadual de imunizações, Maria Tereza Schermann, duas meninas tiveram inflamação do cérebro, a chamada encefalite, depois que tomaram leite da mãe que recém havia recebido a vacina.
"A mãe recebeu a vacina e amamentou suas filhas, que apresentaram quadro neurológico de encefalite. Depois, foi comprovado que as complicações foram causadas pelo vírus vacinal da febre amarela", explica Maria Tereza.

As duas meninas que tiveram encefalite causada pela imunização chegaram a ficar internadas na UTI, mas foram tratadas e não tiveram sequelas. O estudo, organizado em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, Ministério da Saúde, Instituto Adolfo Lutz e Instituo Biomanguinhos, foi publicado no dia 12 de fevereiro pela revista Internacional Morbity and Mortality Wewkly Report. A pesquisa admite a transmissão do vírus vacinal da febre amarela pela amamentação.

O Rio Grande do Sul teve circulação do vírus da febre amarela entre macacos e pessoas entre os meses de dezembro de 2008 e maio de 2009. Nesse período, foram aplicadas mais de 3,7 milhões de vacinas em 293 municípios gaúchos considerados área para vacinação. A imunização tem validade por cerca de 10 anos. Quem não tomou a vacina e mora nas cidades consideradas de risco, deve procurar as Unidades Básicas de Saúde. O mesmo vale para quem tiver que viajar para locais de insidência da doença.