Temporão salientou que governo federal, estadual e prefeitura de Porto Alegre vão viabilizar, em parceria, a reabertura do Independência. Segundo ele, será mantido acordo firmado em setembro visando retomar o funcionamento dos 75 leitos do hospital destinados a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Cada uma das partes ficará responsável pelo repasse de recursos e fiscalização do trabalho da universidade, que administrará durante um ano a instituição.
No entanto, a expectativa da Comunidade Evangélica Luterana de São Paulo (Celsp), mantenedora da universidade, e da própria Justiça Federal, onde tramitam os processos de execução fiscal contra a Ulbra, era exatamente o contrário. A previsão era de que o Ministério da Saúde seguisse a mesma linha do Ministério da Educação (MEC), que assumiu o Hospital Luterano e um prédio no centro da Capital, abatendo os valores dos imóveis da dívida de cerca de R$ 2 bilhões contraída pela universidade.
O ministro explicou que o MEC incorporou o Hospital Luterano para ser “como um braço do Hospital de Clínicas”, que é vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e tem caráter de hospital escola.