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Ministério das Comunicações propõe legislação única para instalação de antenas de telefonia

Pelo menos 250 municípios brasileiros têm leis próprias sobre o assunto

Prefeito José Fortunati e secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, discutiram a instalação de antenas de telefonia em encontro na Capital
Prefeito José Fortunati e secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, discutiram a instalação de antenas de telefonia em encontro na Capital Foto : Ricardo Giusti / PMPA CP
O Ministério das Comunicações está discutindo a criação de uma legislação única para a instalação de antenas de telefones celulares em todo o Brasil. O assunto foi tema do encontro entre o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez e o prefeito José Fortunati, nesta quarta-feira. A proposta do Ministério das Comunicações atende a uma reivindicação das operadoras de telefonia, que afirmam que as leis existentes dificultam a instalação de mais antenas e, consequentemente, a melhoria do sinal. “É inevitável a colocação dos equipamentos, principalmente nas cidades que vão sediar a Copa do Mundo de 2014”, explica Alvarez.

Segundo ele, 250 municípios brasileiros têm legislação própria sobre o assunto. “Uma lei federal pode resolver o problema. A ideia é negociar com os municípios uma agilização nas obras de infraestrutura da telefonia, principalmente aqueles que têm muita restrição”, comenta. Alvarez espera que no prazo de duas semanas as operadoras apresentem a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) os seus planos de resolução do sinal de telefone celular.

Fortunati informou que a prefeitura tem o maior interesse na resolução do problema da telefonia móvel na Capital. O prefeito explicou que vai pedir uma mudança na legislação no que diz respeito à tramitação dos processos. “No primeiro dia do retorno dos vereadores do recesso parlamentar vou solicitar a mudança na tramitação dos processos sobre antenas de celulares. Vou pedir regime de urgência para que ainda no mês de agosto essa matéria possa ser votada”, acrescenta.

Segundo Fortunati, a medida tomada pelo Procon Porto Alegre alertou o País sobre a situação da telefonia móvel. Ele criticou ainda a nota publicada pelo Sindicato das Empresas de Telefonia (Sinditelebrasil). “Porto Alegre não é vilã do processo. A nossa legislação não é impeditiva. Temos um levantamento feito pela Anatel mostrando que as reclamações existentes são idênticas em todas capitais brasileiras”, ressalta. Conforme o prefeito, não é verdadeira a afirmação das operadoras que existem 100 processos em tramitação na capital. “Existem 31 processos na prefeitura pedindo novas antenas e uma parte delas não está tramitando por culpa das próprias operadoras que não apresentaram os documentos adequados”, destaca. Fortunati foi convidado a participar de um fórum sobre uma legislação única entre as cidades que vão sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, que será realizado em Brasília.

Questionado se a Anatel só puniu as operadoras após o Procon de Porto Alegre exigir melhorias no serviço prestado na Capital, Alvarez defendeu o trabalho da agência e afirmou que a fiscalização é cada vez mais árdua devido à ampliação do número de usuários. Também participaram do encontro na Capital os secretários do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, e da Indústria, Produção e Comércio, Omar Ferri Júnior, e da diretora executiva do Procon Porto Alegre, Flávia do Canto Pereira.

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