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Ministério Público abre inquérito para investigar Toddynho adulterado

Danos causados a pelo menos 39 pessoas serão apurados pela Promotoria de Defesa do Consumidor

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre instaurou um inquérito civil público para apurar os danos causados a pelo menos 39 consumidores que ingeriram o achocolatado Toddynho com detergente em 15 municípios gaúchos. Os casos serão apurados pelo promotor Rossano Biazus. Já foram solicitadas à Vigilância Sanitária e à empresa PepsiCo informações, documentos e laudos sobre os incidentes.

No fim de semana, o diretor da unidade de Negócios da PepsiCo, fabricante do Toddynho, garantiu não haver possibilidade de outros lotes terem sido contaminados com o produto químico usado na limpeza de máquinas da linha de envasamento das embalagens do achocolatado. Vladimir Maganhotto afirmou que a partir do contato de cinco consumidores por meio do serviço de atendimento ao cliente foi possível rastrear o problema antes de o restante do lote também ser distribuído. Maganhotto estima, porém, que a comercialização do produto seja retomada em breve.

Nas últimas duas semanas, consumidores apresentaram queimaduras na boca ao tomar o Toddynho vendido em caixinhas de 200ml. Segundo Maganhotto, a contaminação ocorreu devido a um erro no sistema, que manteve a produção enquanto era realizada a limpeza do equipamento.

A empresa informou que a maior parte das 80 unidades distribuídas no Estado foi recolhida. O Procon-RS abriu processo administrativo para acompanhar o caso. A fabricante pode ser multada em até R$ 175 mil, ou até ter a venda do produto suspensa.

Notificações por município:


Cachoeirinha - 1 caso
Canoas - 2 casos
Caxias do Sul - 3 casos
Chiapetta - 1 caso
Erechim - 2 casos
Estância Velha - 1 caso
General Câmara - 1 caso
Gravataí - 7 casos
Imbé - 1 caso
Novo Hamburgo - 1 caso
Passo Fundo - 1 caso
Porto Alegre - 13 casos
Rio Pardo - 1 caso
São Leopoldo - 2 casos
Taquari - 2 casos

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