“É muito importante, como os volumes dessas instalações são altos, que a gente conte com esse empenho da população, da sociedade e das empresas, e eu estou feliz porque foi uma restauração muito bem feita”, afirmou a ministra. A Igreja das Dores, situada na Rua dos Andradas, é tombada desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A última restauração foi feita com recursos privados. A atual teve início em 2006. De acordo com a ministra, é importante que o prédio tenha mantidas as suas características originais. “A igreja é parte da história da sociedade, e a cidade cresceu muito em torno dela. Nossa preocupação é não apenas a recuperação da beleza estética, mas devolver à comunidade um patrimônio que é seu, da sua história”, observou.
Na Porto Alegre de 1807 a irmandade devota a Nossa Senhora das Dores rezava missas na Igreja da Matriz, situada onde hoje está a atual Catedral Metropolitana, e resolveu construir o seu próprio templo. A pedra fundamental daquela igreja foi lançada em um terreno entre as ruas do Cotovelo (Riachuelo) e da Praia (Andradas), às margens do Guaíba. A obra completa da igreja foi inaugurada quase cem anos depois, em 1903. O longo tempo da execução das obras fez com que ocorresse uma justaposição de estilos: o corpo da igreja no estilo colonial, com características da arquitetura tradicional luso-brasileira, e fachada com característica neoclássica, apresentando altas torres e frontispício ornamentados com esculturas com motivos religiosos.
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