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Ministra faz entrega de restauração da Igreja das Dores

Trabalho tem previsão de término para janeiro de 2012

Ministra faz entrega de restauração da Igreja das Dores
Ministra faz entrega de restauração da Igreja das Dores Foto : Bruno Alencastro
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, visitou no sábado a Igreja Nossa Senhora das Dores, a mais antiga de Porto Alegre, para fazer a entrega simbólica das obras de restauração. O trabalho, executado pela empresa EPT Engenharia e Pesquisas Tecnológicas, tem previsão de término para janeiro de 2012. O investimento de R$ 2,1 milhões, financiado pelo Programa Monumenta, por intermédio do Ministério da Cultura, prevê o restauro do telhado, fachadas, torres, escadas, pisos da nave, esquadrias, salão paroquial, estrutura do coro, para-vento e sanitários.

“É muito importante, como os volumes dessas instalações são altos, que a gente conte com esse empenho da população, da sociedade e das empresas, e eu estou feliz porque foi uma restauração muito bem feita”, afirmou a ministra. A Igreja das Dores, situada na Rua dos Andradas, é tombada desde 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A última restauração foi feita com recursos privados. A atual teve início em 2006. De acordo com a ministra, é importante que o prédio tenha mantidas as suas características originais. “A igreja é parte da história da sociedade, e a cidade cresceu muito em torno dela. Nossa preocupação é não apenas a recuperação da beleza estética, mas devolver à comunidade um patrimônio que é seu, da sua história”, observou.

Na Porto Alegre de 1807 a irmandade devota a Nossa Senhora das Dores rezava missas na Igreja da Matriz, situada onde hoje está a atual Catedral Metropolitana, e resolveu construir o seu próprio templo. A pedra fundamental daquela igreja foi lançada em um terreno entre as ruas do Cotovelo (Riachuelo) e da Praia (Andradas), às margens do Guaíba. A obra completa da igreja foi inaugurada quase cem anos depois, em 1903. O longo tempo da execução das obras fez com que ocorresse uma justaposição de estilos: o corpo da igreja no estilo colonial, com características da arquitetura tradicional luso-brasileira, e fachada com característica neoclássica, apresentando altas torres e frontispício ornamentados com esculturas com motivos religiosos.


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