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Ministro da Educação tentará convencer Justiça a manter validade do Enem

MEC vai recorrer de suspensão e cogita realizar novas provas apenas com os alunos prejudicados por erros

Haddad cancelou viagem com Lula para resolver problemas do Enem
Haddad cancelou viagem com Lula para resolver problemas do Enem Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Horas depois de a Justiça Federal do Ceará suspender a edição 2010 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro da Educação, Fernando Haddad, concedeu entrevista à imprensa minimizando os problemas constatados na aplicação da prova. Ele atribuiu parte deles, como a encadernação equivocada, à gráfica responsável pela impressão. Haddad garantiu, porém, que o MEC não cogita aplicar a prova de sábado a todos os estudantes novamente.

A ação foi recomendada pela Defensoria Pública da União (DPU), mas na opinião do ministro não há problemas em aplicar a prova para o universo de estudantes prejudicados, por se tratar de um número "relativamente pequeno de casos". Haddad disse que o MEC vai levar ao conhecimento da Justiça Federal do Ceará as informações que dispõe de que o número de alunos atingidos pelas falhas no último sábado foi pequeno.

Além disso, ele destacou que o MEC vai garantir que as provas que vierem a ser aplicadas serão rigorosamente comparáveis com as aplicadas no sábado. "Essa é a força que o Enem tem: poder ser refeito para os casos onde ocorreu qualquer tipo de falha", disse o ministro, acrescentando estar confiante de que, com os dados técnicos que serão apresentados à Justiça, a decisão poderá ser revista.

Haddad disse ainda que somente a quebra de isonomia (igualadade de aplicação da prova para todos os avaliados) caracteriza a revisão de uma prova o que, na sua avaliação, não ocorreu. O ministro contou ainda que, assim que soube do ocorrido, relatou o fato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e solicitou permanecer no Brasil. Haddad ia acompanhar Lula na viagem a Moçambique. Segundo ele, o presidente pediu que todas as providências fossem tomadas para preservar o direito dos estudantes.