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Ministro nega que trabalho no SUS seja "serviço social obrigatório"

Alexandre Padilha defendeu novamente o Programa Mais Médicos

Alexandre Padilha vai comandar a Secretaria das Relações Institucionais no governo Lula
Alexandre Padilha vai comandar a Secretaria das Relações Institucionais no governo Lula Foto : Elza Fiúza / ABr / CP
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, saiu novamente em defesa do Programa Mais Médicos na manhã desta quarta-feira. Sobre as mudanças no curso, que ampliou em dois anos a graduação em Medicina, o titular da Pasta negou que os dois anos de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), sem área de especialização, sejam uma forma de serviço social obrigatório: "Não existe proposta que obrigue o estudante a ir para onde não queria", destacou.

Padilha reforçou que a preocupação do governo federal é com a boa formação de profissionais. "Queremos um médico mais bem formado, com visão geral do paciente. Isso vai fazer diferença na saúde pública do nosso País", sustentou. Ele esclareceu ainda que não há mudança para os estudantes que já cursam Medicina. As propostas, se aprovadas, passam a valer para os alunos que ingressarem nas faculdades após 2015.

Padilha alegou que as mudanças anunciadas fazem parte de um conjunto de medidas de curto, médio e longo prazo da Pasta, que procura levar mais profissionais para a população. "As medidas que estamos implantando com o Mais Médicos são emergenciais", disse em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, do canal estatal NBR.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde publicou dois editais para a contratação de médicos nas áreas consideradas prioritárias pelo governo. Os municípios interessados na atração dos profissionais têm até o próximo dia 22 para efetuar inscrição no programa e os médicos interessados - brasileiros ou estrangeiros com o diploma já validado no País - devem se inscrever até 25 de julho.

Padilha reiterou que a remuneração, de R$ 10 mil, será inteiramente paga pelo governo federal. Na falta desses profissionais para o preenchimento das vagas, a Pasta vai buscar médicos formados no exterior - sem a revalidação do diploma. "Se houver a revalidação do diploma, o médico estrangeiro poderá atuar em qualquer localidade do país. E não é isso que queremos. Queremos que o médico atue nas áreas carentes", justificou.

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