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Ministro reitera negociação e garante direito de ir e vir nas estradas

Miguel Rossetto acredita que caminhoneiros darão resposta positiva para propostas do governo

Miguel Rossetto acredita que caminhoneiros darão resposta positiva para propostas do governo
Miguel Rossetto acredita que caminhoneiros darão resposta positiva para propostas do governo Foto : Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória
Após o recado de um dos representantes do Comando Nacional dos Transportes, Ivan Luiz Schmitt, em que ele afirma que os caminhoneiros irão seguir com os bloqueios nas rodovias do Brasil e que pretendem parar todos os veículos nas estradas, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou nesta quinta-feira que a intenção do governo é garantir que o País não sofra com desabastecimento e assegurar o direito de todos de ir e vir.  

"Não podemos aceitar que aqueles que querem trabalhar sejam impedidos de fazê-lo. Estamos trabalhando para que a gente tenha uma resposta positiva dos caminhoneiros, com a desmobilização do movimento. Queremos uma retomada ainda nesta quinta-feira dos trabalhos e da continuidade das negociações. Quando estamos anunciando estas medidas para a categoria, é porque que queremos a retomada da normalidade. Vamos assegurar a lei e o abastecimento de todos os estados", disse Rossetto em entrevista à Rádio Guaíba. 

Ao falar sobre as declarações de Ivan Luiz Schmitt, Rossetto destacou que a categoria dos caminhoneiros contam com vários líderes. "São diversos líderes que aparecem e não são reconhecidos. Temos que compreender esta pluralidade e entender que todos são responsáveis pelo que dizem e pelo que fazem. A lei é para todos", resumiu o ministro.

Entre as propostas ofertadas pelo governo estão a garantia de manutenção do preço do diesel pelos próximos seis meses, a aprovação sem vetos da Lei dos Caminhoneiros e a ampliação do prazo de financiamento para caminhões. A lei prevê jornada de oito horas de trabalho, isenção de pedágio de eixos suspensos das carretas, entre outras medidas.

Uma das questões citadas pelo Comando Nacional dos Transportes é a criação do frete mínimo, tema considerado fundamental por Rossetto. "A reivindicação dos caminhoneiros é por um frete justo. O assunto central é este. O valor do frete tem que cobrir os custos do caminhoneiro. Estamos acompanhando a atualização do preço dos fretes e trabalhando para definir entre empresários e caminhoneiros a criação de uma tabela referencial. Queremos retomar o ambiente de normalidade para a sociedade gaúcha e brasileira", argumentou.