Após o recado de um dos representantes do Comando Nacional dos Transportes, Ivan Luiz Schmitt, em que ele afirma que os caminhoneiros irão seguir com os bloqueios nas rodovias do Brasil e que pretendem parar todos os veículos nas estradas, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou nesta quinta-feira que a intenção do governo é garantir que o País não sofra com desabastecimento e assegurar o direito de todos de ir e vir.
"Não podemos aceitar que aqueles que querem trabalhar sejam impedidos de fazê-lo. Estamos trabalhando para que a gente tenha uma resposta positiva dos caminhoneiros, com a desmobilização do movimento. Queremos uma retomada ainda nesta quinta-feira dos trabalhos e da continuidade das negociações. Quando estamos anunciando estas medidas para a categoria, é porque que queremos a retomada da normalidade. Vamos assegurar a lei e o abastecimento de todos os estados", disse Rossetto em entrevista à Rádio Guaíba.
Ao falar sobre as declarações de Ivan Luiz Schmitt, Rossetto destacou que a categoria dos caminhoneiros contam com vários líderes. "São diversos líderes que aparecem e não são reconhecidos. Temos que compreender esta pluralidade e entender que todos são responsáveis pelo que dizem e pelo que fazem. A lei é para todos", resumiu o ministro.
Entre as propostas ofertadas pelo governo estão a garantia de manutenção do preço do diesel pelos próximos seis meses, a aprovação sem vetos da Lei dos Caminhoneiros e a ampliação do prazo de financiamento para caminhões. A lei prevê jornada de oito horas de trabalho, isenção de pedágio de eixos suspensos das carretas, entre outras medidas.
Uma das questões citadas pelo Comando Nacional dos Transportes é a criação do frete mínimo, tema considerado fundamental por Rossetto. "A reivindicação dos caminhoneiros é por um frete justo. O assunto central é este. O valor do frete tem que cobrir os custos do caminhoneiro. Estamos acompanhando a atualização do preço dos fretes e trabalhando para definir entre empresários e caminhoneiros a criação de uma tabela referencial. Queremos retomar o ambiente de normalidade para a sociedade gaúcha e brasileira", argumentou.
Ministro reitera negociação e garante direito de ir e vir nas estradas
Miguel Rossetto acredita que caminhoneiros darão resposta positiva para propostas do governo