Padilha abriu o trabalho lembrando que a atenção em saúde tem impacto decisivo para o desenvolvimento econômico almejado pelas nações componentes do bloco. Para ele, a relação internacional na América Latina deve buscar meios de integração que ultrapassem as agendas política e econômica. O ministro também apresentou a meta de reduzir em 2% as mortes ocasionadas por doenças crônicas não transmissíveis. “Diabetes, câncer, enfermidades cardiovasculares e respiratórias crônicas são responsáveis por 72% das mortes no Brasil”, informou Padilha.
Já o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, falou sobre o plano de cooperação contra a dengue. A doença teve 600 mil casos registrados este ano no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Venezuela. “A estratégia é atuar com presença forte nas comunidades de fronteira, onde há grande circulação e travessia das pessoas entre os países vizinhos”, destacou. Também foram temas do debate o enfrentamento à mortalidade materna e o combate do tabagismo e também da obesidade infantil. Segundo Barbosa, 15% da população brasileira está em condição de obesidade.
Em sua fala, o vice-ministro da Saúde da Argentina, Gabriel Yedlin, revelou que o país está especialmente preocupado com a incidência da dengue. “Precisamos harmonizar o protocolo de ações”, avaliou Yedlin. A epidemiologista argentina Mirta Roses, presidente da Organização Pan-americana da Saúde, defendeu a adoção de estratégias comuns para redução da desigualdade social e acesso a serviços de saúde. Antes, o governador Tarso Genro, que fez o discurso de boas-vindas aos convidados.