O sumiço só foi percebido na manhã de sábado por pedestres que cruzavam pelo local. Existem várias versões para o fato. Porém, ninguém soube explicar o que aconteceu. O artesão chileno Arturo Silva Diaz assegurou que a estátua foi levada para conserto. “Ninguém percebeu antes porque a obra estava coberta por um plástico”, salientou. A também artesã Beatriz Soares, porém, tem outra versão: “Foi levada pelos ladrões em uma madrugada, cerca de uma semana após o término da Feira do Livro”. O secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, ficou perplexo ao tomar conhecimento do mistério. “Estou surpreso. Não fui comunicado de nada”, afirmou.
Gonzaga disse não entender como uma estátua com mais de 1,9 metro de altura sumiu sem que ninguém tenha visto. “Se os ladrões a levaram, não existe mais. Certamente já foi derretida”, conjecturou. Mesmo sem saber ao certo o que aconteceu, Gonzaga foi enfático ao afirmar que se Drummond foi furtado, o ato “representa um atentado à memória cultural”.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, responsável pelas praças e parques da Capital, igualmente não soube explicar o que ocorrera. Por outro lado, mencionou que a réplica precisava de um reparo. Um dos assessores de Záchia, porém, garantiu que Drummond não foi vítima de um ato de vandalismo. Segundo informou, a estátua foi recolhida para conserto.
Em ambas as hipóteses – furto ou conserto –, certamente alguém teria visto a réplica ser removida. Mas ninguém viu, mesmo quem assegure que a obra está em local seguro. PMs do 9º BPM, que patrulhavam a Alfândega na manhã de sábado, também desconheciam o desaparecimento. E ficaram intrigados.