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Mobilização busca doadores de medula em Porto Alegre

Atualmente, mais de 1,4 mil brasileiros aguardam um transplante

A coleta foi realizada na unidade móvel do Hemocentro do Estado
A coleta foi realizada na unidade móvel do Hemocentro do Estado Foto : Mateus Bruxel
Para aumentar as possibilidades de transplantes e salvar vidas, está sendo realizada nesta sexta-feira uma mobilização em frente ao Foro Central de Porto Alegre em busca de doadores de medula óssea. Pela manha, centenas de pessoas participaram da iniciativa preenchendo o cadastro. Atualmente, mais de 1,4 mil brasileiros aguardam um transplante de medula.

A coleta foi realizada na unidade móvel do Hemocentro do Estado. No lugar de uma doação de sangue, os interessados precisaram preencher um cadastro com os seus dados e retirar uma amostra de sangue de 5 miligramas. O material será encaminhado para os laboratórios de pesquisa genética do Complexo Hospitalar da Santa Casa ou do Clínicas.

Depois, os resultados serão enviados ao Instituto Nacional do Câncer (Inca). A partir de então, as amostras vão integrar o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea, que são comparadas com o Registro de Receptores de Medula Óssea.

Havendo compatibilidade, o possível doador é contatado para confirmar o interesse do transplante e realizar exames. Com a aprovação, em um período de 15 a 30 dias o procedimento é efetivado. “Essas fases são importantes para garantir a segurança do doador e do paciente que receberá a medula”, explicou a coordenadora de captação de doações do Hemocentro, Maria de Lourdes Peck. Para ser doador é necessário ter entre 18 e 55 anos.

A mobilização foi realizada pelos órgãos do Judiciário para ajudar a filha do magistrado Breno Brasil Cuervo, Mariana Cuervo Eidt, de 27 anos. A jovem tem leucemia linfóide aguda e precisa de um doador compatível. Para ampliar a campanha, o pai de Mariana, participou do movimento, auxiliando no preenchimento dos cadastros e nos esclarecimentos sobre a doação. “Somente com o apoio da comunidade podemos ampliar as doações de medula e salvar vidas”, afirmou ele.

Segundo a presidente da ONG Via Vida Pró-doações e transplantes, Lúcia Elbern, ser um doador é um ato de amor e de solidariedade. Ela explicou que apenas por meio dessa ação é possível reduzir a lista de espera por órgão ou tecido. A presidente lembrou ainda que a doação de medula pode ser feita em vida, sendo necessário apenas que exista compatibilidade genética. A presidente ressaltou que é fundamental que os interessados em se tornar um doador comuniquem a família sobre esse desejo. “Em caso de morte cerebral, a doação só pode ser realizada com a autorização da família”, ressaltou ela.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário (SindJus), Osvaldir Rodrigues da Silva, aprovou a iniciativa. Ao fazer o cadastro, ele ressaltou que a ação é uma maneira de trabalhar a favor da comunidade. “Não temos como garantir que um dia não precisaremos de um transplante”, destacou ele.

Para o auxiliar de serviços do Tribunal de Justiça Ronildo Machado Ferreira, a unidade móvel facilitou o cadastro. “O fato de não precisar me deslocar para outro lugar, longe do trabalho, foi um diferencial para participar da iniciativa. A mesma dificuldade deve ser enfrentada por outras pessoas”, afirmou ele.

Hemocentros em Porto Alegre

Hemocentro do Rio Grande do Sul
Avenida Bento Gonçalves, 3.722
De segunda a quinta, das 8h às 16h

Hospital de Clínicas (no Posto de Saúde)
Rua São Manoel, 543
De segunda a sexta, das 8h às 17h

Santa Casa (Hospital Dom Vicente Sherer, 7º andar)
Avenida Independência, 155
De segunda a quinta das 8h às 12h e 14h às 16h
Sexta-feira: das 8h às 12h

Informações sobre demais hemocentros em todo País podem ser acessadas no site do Inca.

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