Uma mobilização de professores antecede uma possível paralisação na próxima segunda-feira em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Um grupo de docentes se concentrou em frente à Secretaria de Educação do município na manhã desta quarta-feira.
De acordo com a presidente do sindicato da categoria, Andréia Nunes, o objetivo da mobilização de hoje é pressionar a prefeitura para marcar uma reunião em que será debatida o reajuste dos docentes. A categoria quer aumento de 13,01%. "Nós tínhamos realizado outros movimentos e estamos desde março em uma campanha salarial, em que o prefeito não nos ofereceu reajuste. Fizemos a operação tartaruga, reduzindo a carga horária e pedindo que a prefeitura nos atendesse. Ele não atendeu e manteve a proposta inicial. Nós fomos levados para a greve porque não houve diálogo", explicou.
O secretário da educação, Luís Artur Bittencourt afirmou que é impossível pagar o reajuste solicitado. "Como houve no primeiro trimestre a queda da receita e principalmente no repasse federal. Este índice chegando a 54%, teremos que começar a fazer demissões. Não é uma questão de não querer, mas de prudência para não oferecer qualquer reajuste", explicou.
Conforme o sindicato da categoria, 500 professores estão parados e a cidade conta com 1,2 mil docentes. Ainda nesta quarta-feira será realizada uma assembleia que deve confirmar a paralisação a partir da próxima segunda-feira.
Mobilização de professores antecede paralisação em São Leopoldo
Docentes pressionam prefeitura para negociar reajuste de 13,01%