Geral

Mobilização de professores interrompe aulas em escolas da Capital

No colégio Júlio de Castilhos, alunos serão dispensados para ato na Esquina Democrática

Professores filiados ao Cpers/Sindicato participam, na manhã desta quarta-feira, de um ato na Esquina Democrática, em Porto Alegre, pelo pagamento do piso nacional do magistério. Apesar do Cpers ter orientado os pais para que não levassem os alunos às escolas hoje, a Secretaria Estadual de Educação informou que as aulas aconteceriam normalmente e o dia será contado no ano letivo. No Colégio Estadual Júlio de Castilhos, na Capital, os estudantes serão dispensados às 10h para que os professores participem do ato. No Instituto de Educação General Flores da Cunha, os portões estão fechados e a direção não informou se as aulas ocorrem normalmente.

Para a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, o Estado desrespeita a posição dos professores ao sugerir que os estudantes sejam levados ao colégio. Já o secretário da Educação, José Clóvis Azevedo, disse que não cabe ao poder público coibir manifestações, mas garantir uma alternativa para quem quer estudar ou dar aula. Azevedo apontou, ainda, que não há como prever a dimensão da paralisação programada, mas assegurou que as escolas estarão abertas ao longo da quarta-feira. "Há lugar para o movimento e para as aulas", afirmou.

A manifestação integra a mobilização nacional da categoria, que no Rio Grande do Sul também critica a reforma da previdência estadual (proposta de ampliação de 11% para 16,5% a contribuição de servidores que recebem acima de R$ 3.689,66) e as alterações nos pagamentos das Requisições de Pequeno Valor (RPVs) anunciadas pelo Piratini.

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