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Modelo de concessão de aeroportos no Brasil é aceitável, diz empresa alemã

Companhia está interessada em participar de leilões para administrar terminais no País

A operadora de aeroportos alemã Fraport acredita que o modelo de concessão de terminais desenvolvido pelo governo do Brasil é "aceitável e bem elaborado", segundo o porta-voz da companhia, Robert Payne. Ele afirmou que a Fraport está "certamente interessada" nos leilões para administrar e aperfeiçoar os aeroportos.
 
A companhia busca melhorar os investimentos nos países do grupo Bric – Brasil, Rússia, Índia e China. A Fraport já administra aeroportos na Rússia, na Índia e na China, portanto "o Brasil é o único Bric que falta", disse o porta-voz.

O Brasil está correndo para ampliar os aeroportos, já que o crescimento de mais de 20% no tráfego aéreo tem sobrecarregado a infraestrutura aeroportuária do País. A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no País, são mais um fator de urgência sobre a necessidade de expansão da capacidade dos aeroportos.

A companhia alemã afirmou que tem experiência na operação durante períodos de pico no tráfego aéreo. A Fraport uniu forças com a EcoRodovias para participar das privatizações dos aeroportos brasileiros. "Poderá haver certa sintonia fina após a fase de consultas públicas", declarou.

Se tiver sucesso em sua proposta, o consórcio do qual participa a Fraport pretende usar financiamento próprio e empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pagar os investimentos, afirmou Payne.

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