A pauta de reivindicações das monitoras inclui a alteração do requisito de acesso à carreira, passando do ensino fundamental para o médio. A medida representaria um incremento de 20% no salário básico que hoje está em R$ 956 (30 horas/semanais) e R$ 1.451 (40 horas/semanais). “Também queremos assegurar o direito de candidatura à direção das escolas”, frisou a diretora-geral da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa), Isabel Medeiros.
Segundo ela, são as monitoras que recebem as crianças com idade entre zero e cinco anos nas escolas. A Capital conta com 33 instituições de educação infantil e quatro de educação especial, que funcionam em turno integral de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. “Elas são responsáveis pela higiene e alimentação das crianças, além de serem o elo entre a escola e os pais”, explicou.
A vereadora Sofia Cavedon, da Comissão de Educação, Cultura, Esportes e Juventude da Câmara Municipal de Porto Alegre, ressaltou que se as monitoras decidirem paralisar as atividades, o atendimento às crianças ficará prejudicado. Nesta terça-feira, a partir das 9h, a categoria realizará ato público no Paço Municipal, de onde segue em caminhada até a Secretaria Municipal da Educação (Smed), no Centro da cidade.