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Montenegro pode ter terminal hidroviário

Prefeitura busca interessados em construir porto da Hidrovia Brasil – Uruguai

Montenegro pode ter terminal hidroviário
Montenegro pode ter terminal hidroviário Foto : Stephany Sander / Especial / CP
Prefeitura de Montenegro busca empresas interessadas em construir um terminal da Hidrovia Brasil – Uruguai. Segundo o engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Pedro Zimer, o porto ficará no rio Caí, na localidade de Porto Garibaldi, às margens da BR 386. A expectativa é de que o local seja acessado por caminhões da Serra, vales do Caí, Sinos e Paranhana, e outras cidades da região Metropolitana.

“Com isto, o custo dos fretes cairá bastante. O volume de carga é tão alto que a previsão é que o retorno financeiro dos investimentos ocorra em até quatro anos”, explica. Zimer destaca que o volume atual de cargas para o novo terminal gira em torno de 500 mil toneladas por ano e, em 2025, são previstas 2,5 milhões de toneladas ao ano.

A previsão de investimentos para a construção hidrovia é de 100 milhões de dólares do governo brasileiro, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento, e de 50 milhões de dólares da iniciativa privada do Uruguai. O valor inclui a elevação da ponte férrea sobre o rio Caí, em Montenegro. “Sempre que se falou no retorno da navegação pelo Caí, o empecilho que aparecia era a ponte da ferrovia, na altura do Polo Petroquímico. Muito baixa, ela impediria a passagem de barcos de carga”, conta o prefeito Paulo Azeredo. A retomada da navegação no Caí é debatida há mais de dez anos. 

O estudo para o novo terminal começou a ser feito em abril do ano passado e apontou os contêineres como carga passível. Também foi feita a viabilidade ambiental das obras, que se mostrou favorável. Entre as principais vantagens estão a redução de custos no transporte de cargas e do tráfego rodoviário, e minimização da emissão de gás carbônico. Segundo Zimer, será uma hidrovia de 700 quilômetros e um corredor multimodal, ligando Montevidéu até São Paulo, por rodovia, hidrovia e ferrovia. “Caberá ao Ministério dos Transportes fazer a via, ou seja, dragar os rios e sinalizar, e os terminais serão implantados pela iniciativa privada. A partir das definições, os módulos dos terminais podem ser construídos em até seis meses”, finaliza.