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Moradores da Cidade Baixa reclamam na Câmara de problemas na vida noturna do bairro

Grupo relatou barulho, sujeira e consumo de drogas ilícitas na rua João Alfredo

Grupo relatou problemas frequentes de barulho, sujeita e consumo de drogas ilícitas na rua João Alfredo
Grupo relatou problemas frequentes de barulho, sujeita e consumo de drogas ilícitas na rua João Alfredo Foto : Alina Souza / CP Memória
Três semanas depois da confusão registrada durante ação da Brigada Militar (BM), na rua João Alfredo, na Cidade Baixa, o tradicional bairro da Capital virou tema de discussão na Câmara Municipal. Durante a reunião desta quarta-feira da Frente Parlamentar da Segurança Pública Municipal (Freseg), foram ouvidas autoridades e moradores, que relataram os problemas frequentes registrados pela vida noturna nos bares e, principalmente, nas ruas da região.

As dificuldades de se viver na Cidade Baixa, conforme os moradores presentes, envolvem problemas em sair, transitar e até de dormir à noite, devido ao movimento e o barulho que se estendem pela madrugada. Os relatos também envolvem menores de idade consumido álcool e drogas ilícitas nas ruas do bairro. A principal delas é a rua João Alfredo, via que concentra o maior número de festas da região.

O encontro contou com a participação de cerca de apenas cinco moradores do bairro, o que, segundo Gilson Santos, que vive na Cidade Baixa há 12 anos, ocorreu devido a compromissos de trabalho e também por ameaças de proprietários de alguns estabelecimentos noturnos. “Muitos alegam não vir aqui por medo”, afirmou Santos. Ele e os outros presentes, no entanto, disseram não serem contra nenhum bar ou casa noturna local, apenas contra o caos gerado nas ruas.

A diretora técnica da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Thaís Kapp, destacou que já é comprovado que bares e restaurantes ajudam a trazes segurança pública às cidades quando atuam de forma correta. De acordo com ela, no entanto, há casos na Cidade Baixa de estabelecimentos funcionando sem alvará e até mesmo sem CNPJ. Ela ainda citou os moradores de rua como um dos problemas do bairro, o que imediatamente foi rebatido pelos moradores. Segundo eles, os indigentes não têm responsabilidade alguma no barulho e nem na sujeira.

Representando o Ministério Público (MP), a promotora Ana Maria Marchesan, disse que a promotoria de Meio Ambiente vem trabalhando constantemente na Cidade Baixa. “Receio que essa situação possa se estender para outros bairros”, disse ela, que ainda falou que estratégias junto ao poder Executivo têm sido sugeridas e cobradas, como fiscalização da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM).

O comandante do 9º BPMA, tenente coronel Eduardo Amorim, comentou que a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) já fechou vários bares irregulares e que a a Brigada Militar está pronta para ajudar em ações de fiscalização, desde que seja devidamente respeitada enquanto instituição. A reunião, proposta pela vereadora Comandante Nádia (PMDB), que preside a Freseg, teve o objetivo de reunir os mais diversos lados envolvidos para que se comece a buscar soluções para os problemas da Cidade Baixa.