Moradores de Cachoeirinha, na região Metropolitana, voltaram a protestar nesta quarta-feira para pedir o cercamento de uma área verde da cidade, conhecida como Mato do Júlio. A alegação é de que o Ministério Público buscou um consenso entre as partes envolvidas determinando o gradeamento do espaço, entretanto, a orientação não foi cumprida. A medida foi acordada no começo do mês passado.
Para a comunidade, o problema é a violência registrada por criminosos que se aproveitam da proximidade da mata com a região urbana para atacar suas vítimas. Os casos registrados envolvem roubos a pedestres e, até mesmo, estupros. A manifestação foi agendada para a próxima sexta-feira, ao meio-dia, em frente ao Mato do Júlio.
Uma das líderes do movimento, Ester Ramos, alerta que a comunidade está indignada. “Existe um abaixo-assinado, com mais de 10 mil assinaturas, pedindo o cercamento e já houve um caso de estupro que durou quatro horas. É urgente o cercamento desta área que segue oferecendo perigo para toda a população de Cachoeirinha”, declarou.
O Ministério Público informou que não estabeleceu prazos para o cercamento, apenas mediou um acordo. Já a prefeitura alega que o proprietário do terreno, o grupo Habitasul, não apresentou um projeto qualitativo e quantitativo para prever podas e medidas de compensação ambiental. O planejamento é necessário para autorizar cortes de árvores, a fim de que o trabalho seja concretizado.
Moradores de Cachoeirinha voltam a pedir cercamento de área verde
Local conhecido como Mato Júlio seria utilizado por criminosos para estupros