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Moradores de Hulha Negra já enfrentam dificuldades para comprar água mineral

Prefeito diz que situação é crítica para moradores da zona rural, que dependem de caminhões-pipa

Devido à escassez de chuva e à consequente baixa em reservatórios de água potável, moradores de Hulha Negra, na Campanha gaucha, já se veem obrigados a recorrer a supermercados de outros municípios. A estiagem, que gera perdas de R$ 11 milhões na economia local, também provoca falta de água mineral no comércio da cidade.

Na expectativa da chegada de auxilios federal e estadual para ampliar o número de caminhões-pipa, o prefeito Carlos Renato Machado relatou que, hoje, beber água na cidade é um desafio. "Há muita dificuldade para encontrar garrafas de água mineral, e por isso, muitos estão viajando até outras cidades para garantir estoques".

Os transtornos maiores, contudo, são enfrentados por produtores que moram na zona rural. Famílias dependem da chegada de caminhões, mas a capacidade é considerada insuficiente pela Prefeitura. "Precisamos de auxílio, o mais rápido possível", disse Machado.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já informou que pretende enviar, nesta semana, 30 mil litros de óleo diesel, para viabilizar o deslocamento de caminhões-pipa, e 100 caixas d'água para Candiota, Hulha Negra, Aceguá, Pinheiro Machado e Pedras Altas. O material vai beneficiar assentamentos e pequenas propriedades.

As prefeituras da Metade Sul também aguardam o possível apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, com remessas de sacos de milho para alimentar o gado. Oficialmente, a Defesa Civil Estadual contabilizava, na noite desta terça-feira, quatro decretos de emergência em função da estiagem: em Candiota, Pedras Altas, Herval e Santana do Livramento. Piratini, Hulha Negra e Cerrito poderão ingressar na lista.

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