Moradores de regiões ribeirinhas começam a enfrentar as consequências das cheias dos mananciais. Em Eldorado do Sul, famílias do bairro Vila da Paz estão ilhadas. A cheia do Jacuí atingiu os casebres da rua Getúlio Vargas. Mesmo cercados pela água, as pessoas preferem não abandonar as moradias. "Se eu sair quando voltar encontra a casa vazia", afirmou a dona de casa Lucia de Almeida Vieira, 38. Ela disse que a água começou a avançar no terreno no início da semana, aumentando de volume a cada dia que passa.
No bairro Arquipélago, em Porto Alegre, o quadro não é diferente. Na Ilha da Pintada, há vários terrenos e casas alagados na rua Martim Poeta. "Estou atenta. Por enquanto a água está na porta, mas se continuar subindo vou erguer os móveis", ressaltou a auxiliar administrativo Daiana Scheffer, 26. Já na Ilha Grande dos Marinheiros, o quadro se agrava a cada dia. Às margens da BR 116, no trecho Porto Alegre-Guaíba, a cheia do Jacuí também atingiu os casebres localizados às margens da rodovia.
O nível do Guaíba subiu e ultrapassou a cota de cheia, que é de 1,85 metro, devido ao grande volume de escoamento de água dos afluentes Caí, Taquari, Gravataí, Sinos e Jacuí. A Defesa Civil de Porto Alegre está auxiliando os atingidos.
Moradores de regiões ribeirinhas enfrentam consequências das cheias
Nível dos rios Jacuí e Guaíba permanecem acima do normal