Os reparos levaram a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) a bloquear o trânsito no trecho onde os reparos eram executados. “É horrível ficar sem água. Por sorte, quando percebi que iria faltar ainda tive tempo para encher panelas e a chaleira”, afirmou a dona de casa Sônia Nunes, 61 anos. O diretor da Divisão de Água do Dmae, Flávio Machado, revelou que as adutoras antigas estão sendo substituídas em Porto Alegre, de acordo com as prioridades estabelecidas no Plano Diretor de Água.
"Investimos entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões por ano em substituição e expansão de rede”, explicou Machado. Segundo ele, somente nos primeiros quatro meses do ano foram implantados 2,4 quilômetros de tubulações de 400 milímetros de diâmetro e 1,6 quilômetro de 600 mil milímetros. Machado afirmou que a adutora da Felipe de Oliveira é uma das mais antigas de Porto Alegre e deverá ser substituída.
Equipes do Dmae tentam concluir o conserto da adutora nesta segunda / Foto: Pedro Revillion
A prioridade, porém, é a substituição da adutora da avenida A. J. Renner, no bairro Humaitá, que vem apresentando frequentes vazamentos. O mesmo deve ocorrer com a rede da avenida Bento Gonçalves. As adutoras da rua Câncio Gomes e da avenida dos Gaúchos já foram modernizadas e não apresentaram mais problemas e transtornos, incluindo bloqueios de trânsito e desabastecimento. Machado disse que os problemas são causados por variações bruscas de temperatura, corrosão e intervenções de terceiros (escavações).