De acordo com lideranças locais, a presença do pedágio - situado na ERS 040, no distrito de Águas Claras - trouxe prejuízos ao município, mesmo que os moradores de Viamão sejam isentos do pagamento da taxa. “A cidade foi dividida ao meio. É uma região muito rica e que está ficando empobrecida”, disse o presidente da Câmara, Eraldo Roggia. Na opinião dele, a proposta do governo do Estado de transformar as atuais praças em pedágios comunitários não é suficiente. Roggia afirmou que o mais correto seria que a praça estivesse localizada na divisa com o município de Capivari do Sul.
A promotora Anelise Grehs Stifelman ressaltou que a região de Águas Claras possui um grande potencial para o ecoturismo. Mas o seu desenvolvimento, segundo ela, pode ser prejudicado pela presença do pedágio na localidade. “Por outro lado, verificamos um aumento questionável das tarifas”, completou. “O Ministério Público está atento à questão e à disposição no sentido de buscar a solução mais justa.” Segundo ela, não se trata apenas do lucro das empresas, mas de políticas públicas. “Por isso, o interesse público deve ser levado em conta”, concluiu.
O coordenador da Subcomissão dos Polos de Pedággio da AL/RS, Gilmar Sossella (PDT), disse que já solicitou pedido de audiência ao chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, para discutir o tema. As próximas audiências públicas promovidas pela comissão ocorrem em Vacaria (dia 25), Passo Fundo (2 de julho, de manhã) e Carazinho (2 de julho, à tarde). Ao final, um relatório será encaminhado ao governo estadual. “Embora a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) tenha sido aprovada, ainda há muitas questões que podemos incluir”, observou o parlamentar.