João Carneiro, ciclista, defendeu que o projeto seja debatido para que, depois que a obra estiver pronta, os erros não comecem a aparecer. O presidente da Associação de Moradores do bairro Cidade Baixa, Zilton Tadeu Figueiredo de Campos, entende que o documento atual é uma "jóia bruta que precisa ser lapidada nos debates com a comunidade".
O complexo prevê uma ciclovia na Loureiro da Silva, desde a Edvaldo Pereira Paixa, interligada com uma ciclofaixa na José do Patrocínio até a praça Garibaldi, seguindo pela Erico Veríssimo, até se unir com a ciclovia da avenida Ipiranga. O círculo se fecha com a integração desta última, que deve ser concluída este ano, com a ciclovia da Edvaldo, que deve ser concluída em 2013 junto com a duplicação da avenida. Uma ciclofaixa é um espaço junto à via utilizada pelos automóveis, segregado geralmente por tachões no asfalto, enquanto uma ciclovia é um espaço exclusivo para ciclistas.
Conforme o presidente da EPTC, a obra deve ser concluída em um período de 45 dias após a finalização do projeto e o início das obras. Capellari salientou ainda que o projeto é de responsabilidade do Executivo, sem a necessidade de passar pela Câmara de Vereadores. O custo do empreendimento ainda não pode ser estimado por conta da indefinição do material a ser utilizado na construção do espaço. Durante o debate, a EPTC garantiu que não vai haver redução no tamanho dos passeios. Capellari também já adiantou que pode haver proibição para estacionamento em alguns pontos da José do Patrocínio, em função da circulação de coletivos no trecho.