Geral

Moradores devem desocupar Sambódromo da Capital em dez dias

Porto Seco e Gasômetro foram lacrados por não terem plano de prevenção de incêndio

A juíza Lílian Cristiane Siman, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, concedeu dez dias de prazo para os moradores do Complexo Cultural do Porto Seco retirarem os pertences pessoais que estão nos 14 pavilhões. O local, na zona Norte da Capital, deve ser desocupado sob pena de remoção compulsória.

Após este prazo, os pavilhões serão lacrados conforme a ordem judicial que trata da obrigatoriedade de adequação das edificações às exigências de combate e prevenção de incêndio. O 15º pavilhão, lugar onde se localiza a administração do local, já está fechado.

Nesta semana, a magistrada deferiu liminar de pedido do Ministério Público e mandou lacrar o Sambódromo e a Usina do Gasômetro por falta de Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). A prefeitura de Porto Alegre vai pedir ao Ministério Público e à Justiça que autorizem a reabertura do espaço para as obras complementares sejam realizadas.

Os trabalhos devem começar na próxima segunda-feira, com previsão de término na virada do ano.
Chapas de cimento com 50 centímetros de altura serão construídas nas intersecções entre os telhados dos barracões.

Na noite de quinta-feira, o presidente da Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre, Antonio Ademir de Moraes, descartou a possibilidade de atraso no calendário do Carnaval da cidade por conta da interdição. De acordo com ele, o processo de produção das alegorias continua nos ateliês das escolas, mesmo que os barracões estejam fechados.

Usina

Quanto à Usina do Gasômetro, a prefeitura diz que o PPCI está sendo atualizado devido à construção do Teatro Elis Regina. Segundo o secretário da Cultura, Sergius Gonzaga, o projeto da obra foi aprovado pelos Bombeiros. Também será realizado um curso de capacitação sobre brigada de incêndio para 14 funcionários, o que pode garantir a reabertura na próxima semana.



Bookmark and Share