A sinaleira que existe agora seria abolida, o que impede a opção do condutor de seguir para o Norte ou Sul pela Carlos Gomes. Com a obra, o motorista que quiser ir em direção ao aeroporto ou ao Centro, vindo da Anita, deverá usar as ruas do bairro. A reclamação dos moradores do entorno da Praça é que a mudança vai aumentar o movimento de carros no locar e alterar a convivência na área.
Se quiserem residir em ruas calmas e continuar vivendo em um bairro essencialmente residencial, teriam que se mudar. “Um empreendimento de grande impacto como esse deveria ser apresentado e discutido com a população atingida, o que não está acontecendo. Além disso, a obra não tem licenciamento ambiental", afirmou o arquiteto urbanista e conselheiro comunitário do Plano Diretor de Porto Alegre, representante da Região 2, Osório Queiroz.
O receio da comunidade é que o movimento altere tanto as características do entorno que posteriormente permita-se a construção dos chamados “espigões”, e eles querem que o bairro permaneça com ruas de tráfego domiciliar. "A questão ambiental também é primordial. Asfaltar as ruas significa perder árvores, e aqui é rota de papagaios. Eles voam daqui para o Country Club e Parque Germânia", ressaltou Queiroz. O grupo agora aguarda a formalização da prefeitura a respeito do grupo de trabalho. Pretendem que até outubro ele esteja formado de forma burocrática e legal.