“De sexta para sábado, não tem como dormir. O barulho vai até as 5h da manhã”, reclama o professor Alexandre Vitorino, 50 anos, que vive há sete anos em Ipanema. Ele e outros moradores levaram cartazes e distribuíram panfletos aos frequentadores da orla, próximo ao ponto em que consideram o mais inseguro – na avenida Guaíba, entre a rua das Laranjeiras e a rua Pirajá.
Os moradores alegam que já solicitaram providências às autoridades, mas não foram atendidos. “A Brigada Militar diz que não tem efetivo. E a Balada segura, aqui, não existe”, acrescenta Vitorino. Por isso, segundo ele, a mobilização deverá ter continuidade. “Vamos fazer todos os finais de semana até que venha alguém para dar uma solução”, afirmou.
Enquanto isso não ocorre, os organizadores da manifestação alegam que a insegurança está causando a desvalorização de patrimônios na região, e que muita gente já pensa em se mudar. “Queremos que as pessoas frequentem a orla, o que não queremos é a marginalidade”, completa Vitorino.
No fim da tarde deste domingo, a Brigada Militar começou uma operação no local.