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Moradores do Moinhos protestam contra demolição de prédios históricos

Manifestantes percorreram as principais ruas do bairro buscando chamar a atenção da população

Moradores do Moinhos protestam contra demolição de prédios históricos
Moradores do Moinhos protestam contra demolição de prédios históricos Foto : Camila Domingues
Integrantes do movimento Moinhos Vive, ligado a moradores do bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, realizaram neste sábado um protesto contra a possível demolição de prédios históricos situados rua Luciana de Abreu. Com faixas, os manifestantes percorreram as principais ruas do bairro buscando chamar a atenção da população. A incorporadora Goldstein Cyrela deseja derrubar as edificações e construir novos prédios no espaço. No dia 1º de dezembro, às 14h, uma audiência está marcada na 10ª Vara da Fazenda Pública do Foro Regional da Tristeza para tratar da questão.

Os prédios são alvo de uma ação judicial. O local é composto por seis blocos que teriam sido construídos entre o final da década de 1920 e início da década de 1930. Conforme o presidente do Moinhos Vive, Raul Agostini, os imóveis teriam sido projetados pelo arquiteto alemão Franz Fisinger para abrigar mestres cervejeiros alemães contratados pela Cervejaria Becker. “Prédios idealizados por este profissional estão tombados em outros países”, ressaltou. Os blocos estão isolados por uma fita. O desgate que os imóveis sofreram com o tempo é notável nas paredes e portas. 

O impasse entre a Goldstein e o Moinhos Vive começou em 2002. Um abaixo-assinado foi entregue ao Ministério Público, que conseguiu uma liminar junto à Justiça impedindo que os prédios fossem demolidos.
Conforme o advogado da Goldstein, Milton Terra Machado, a audiência não deverá ter carga de decisão. A expectativa é de que as discussões prossigam. Machado destacou que não há estudo que comprove que os prédios sejam considerados patrimônio histórico. O projeto da Goldstein, segundo o advogado, já foi aprovado por autoridades.


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