Os prédios são alvo de uma ação judicial. O local é composto por seis blocos que teriam sido construídos entre o final da década de 1920 e início da década de 1930. Conforme o presidente do Moinhos Vive, Raul Agostini, os imóveis teriam sido projetados pelo arquiteto alemão Franz Fisinger para abrigar mestres cervejeiros alemães contratados pela Cervejaria Becker. “Prédios idealizados por este profissional estão tombados em outros países”, ressaltou. Os blocos estão isolados por uma fita. O desgate que os imóveis sofreram com o tempo é notável nas paredes e portas.
O impasse entre a Goldstein e o Moinhos Vive começou em 2002. Um abaixo-assinado foi entregue ao Ministério Público, que conseguiu uma liminar junto à Justiça impedindo que os prédios fossem demolidos.
Conforme o advogado da Goldstein, Milton Terra Machado, a audiência não deverá ter carga de decisão. A expectativa é de que as discussões prossigam. Machado destacou que não há estudo que comprove que os prédios sejam considerados patrimônio histórico. O projeto da Goldstein, segundo o advogado, já foi aprovado por autoridades.