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Moradores liberam via após encontro com secretário

Manifestantes bloquearam por cinco horas Estrada da Branquinha, em Viamão

Brigada Militar acompanhou protesto
Brigada Militar acompanhou protesto Foto : Vinicius Roratto
Após cerca de cinco horas de interrupção, o trânsito na Estrada da Branquinha foi liberado após o secretário de obras de Viamão, Marcos Nor, conversar com os manifestantes que bloquearam a via nesta segunda-feira. O representante do Executivo foi até o local ouvir a reivindicação da comunidade. “Expliquei que já temos um projeto de asfaltamento, mas, para isso, pleiteamos uma parceria do município com a Metroplan. Ainda não é possível prever prazos para a obra”, argumentou. O secretário informou que tentará marcar uma reunião entre representantes locais, prefeitura e Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).

No começo da manhã, aproximadamente 300 moradores da Vila Universal, cansados de conviver com buracos e alagamentos, bloquearam a estrada. Conforme eles, há mais de 35 anos é solicitado asfaltamento dos sete quilômetros da via, que é a única forma de acesso à vila. “Queremos que o prefeito nos diga porque asfaltou apenas a metade da Estrada da Branquinha, sabendo que estamos à margem da cidade, sem acesso a ambulância, com medo da criminalidade, já que ali é uma estrada sem lei, às escuras”, disse uma das organizadoras do protesto, Maria Rita Cardoso da Silva.

Segundo a técnica em enfermagem, no local, distante quatro quilômetros da avenida central da cidade, a maioria dos taxistas nega-se a percorrer o trajeto e, muitas vezes, precisa fazer atendimento de urgência, já que nem a ambulância consegue transitar na estrada esburacada. Também com uma faixa em punho, o morador mais antigo da vila, Johnson Luis da Silva, de 70 anos, revela que a comunidade está carente de políticas públicas. “Sou motorista de ônibus e quando chove não é possível chegar até aqui. É muito barro, carro atolado e fica intransitável. Quem precisa ir trabalhar ou estudar precisa ficar em casa. Há 35 anos vejo essa luta por asfalto, mas até agora só a metade do sonho se concretizou”, lamentou. Silva destacou que, com frequência, os condutores têm prejuízo com amortecedores, balanceamentos e lataria danificada.

A doméstica Patrícia de Oliveira, de 38 anos, se uniu ao grupo em busca de respostas do Executivo municipal. Ela alega que tem filho cadeirante e que ele não pode sair de casa, já que o chão batido inviabiliza qualquer trajeto no bairro. Além disso, outra reclamação constante no manifesto foi o crescente número de homicídios.  “Só neste mês, seis corpos foram achados na estrada, que tem matagal para todos os lados. Inúmeros taxistas já foram assaltados neste trecho entre a avenida Senador Salgado Filho e o nosso bairro. Merecemos respeito, pois pagamos impostos e elegemos os governantes”, disse Patrícia, aplaudida pelos manifestantes.

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