O secretário-executivo de Coordenação de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Teixeira, declarou que os moradores do prédio em São Conrado, na zona sul, onde ocorreu uma explosão na manhã desta segunda-feira só poderão retornar em definitivo para os apartamentos daqui a dois dias. Pedro Teixeira disse ainda que a construção estava com autovistoria em dia, feita há seis meses. "Tudo indica que foi uma explosão causada por algum vazamento de gás, pela ausência de incêndio e pelas características da explosão", afirmou. Entretanto, peritos da Polícia Civil ainda vão determinar, em laudo, as causas do incidente.
O secretário afirmou também que a Secretaria Municipal de Conservação vai retirar entulhos do 8º ao 11º andar, onde será realizado ainda um trabalho de escoramento das paredes. A Defesa Civil Municipal informou que os moradores serão autorizados a entrar nos apartamentos para retirada de objetos pessoais.
O prefeito Eduardo Paes, que visitou o prédio atingido, afirmou que há chance da explosão ter sido provocada por um vazamento de gás. "Isso tem que ser investigado e apurado", disse.
Em reunião, o prefeito informou aos moradores que o entulho acumulado no 8º andar - vindo da cozinha dos dois andares superiores, deve ser retirado com urgência para não comprometer a estrutura do prédio, que, segundo a Defesa Civil Municipal, não foi abalada com a explosão.
"Nossa vistoria prévia está absolutamente em dia. Fatalidade é uma coisa que você não pode prever", declarou o síndico Jorge Alexandre de Oliveira, de 68 anos e há dois na função.
Segundo ele, moradores não relataram nenhuma anormalidade ou cheiro de gás nos apartamentos pouco antes da explosão. Alguns dos residentes do prédio, assustados com o barulho da explosão, deixaram o local vestindo pijamas ou roupões de banho.
Moradores poderão retornar para prédio afetado por explosão no RJ em 48h
Síndico disse que não foi relatada nenhuma anormalidade ou cheiro de gás nos apartamen