O grupo, formado por cerca de 70 pessoas, contesta o fato de que a comunidade está sem energia elétrica desde o último domingo, após um incêndio que consumiu 12 casas na comunidade Morada do Sol, junto ao Complexo Cultural do Porto Seco. Cerca de 125 famílias são prejudicadas pela falta de luz. Porém, conforme a Companhia Estadual de Energia Elétrica (Ceee), a ligação era clandestina, já que o terreno não é regularizado. Por isso, a empresa informa que não pode reestabelecer o fornecimento.
Segundo o presidente da Associação de Moradores da comunidade Morada do Sol, Júlio César Goulart, as famílias tentaram regularizar a ligação da luz no local, mas não foi viável. Ele recordou que o grupo foi removido pelo Departamento Municipal de Habitação (Demhab) e ficaram na região por sete meses, até a transferência definitiva. "Estamos há sete meses tentando regularizar essa situação e nada ocorreu. Agora fomos deixados aqui. E não podemos permanecer sem energia", afirmou ele.
Conforme a vice-presidente da assocoação, Cátia de Lima, a falta de luz tem prejudicado a vida de diversos moradores. Segundo ela, há várias crianças que necessitam de aparelhos elétricos, como nebulizadores. Além disso, por falta de refrigeração, vários alimentos estragaram.
De acordo com o presidente da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Sérgio Souza Dias, as ligações no local eram irregularidades e isso impossibilita que o fornecimento seja retomado, já que não é responsabilidade da empresa. “O problema ali é que as ligações eram todas clandestinas, inclusive é uma área de litígio e ainda houve esse incêndio. Primeiro, há um problema de segurança e segundo, a CEEE não pode fazer ligações clandestinas, não teria o menor cabimento”, explica. “Se por exemplo, nós tivermos a possibilidade de regularizar essa área, como fizemos em outras regiões de Porto Alegre, temos todo o interesse em legalizar a luz. Mas em áreas desse tipo não tem como fazer”, justifica.
Moradores queimaram pneus e avenida Plínio Kroeff ficou bloqueada / Foto: Vinícius RorattoCom informações dos repórteres Mauren Xavier e Marcos Koboldt