• Corsan investirá R$ 60 milhões em sistema de água
No bairro São Geraldo, a água voltou parcialmente entre 6h e 7h30min. Porém, com pouca força, o que fez com que fosse fraca, impedindo, por exemplo, o banho. “Quando acordei já não havia mais água novamente. É um absurdo o que estamos passando com este calor”, lamentou a moradora Izabel Cristina Quines, ressaltando que os problemas de abastecimento já estavam ocorrendo ao longo do mês.
Luiz Monteiro da Costa, de 69 anos, também lamentou a situação. E para enfrentar a falta de água a solução encontrava foi encher as garrafas de plástico e ter uma quantidade mínima de reserva. “Sem caixa d’água própria, ficamos sem alternativas”, comentou.
Para outras pessoas, a falta de água também refletiu em prejuízos financeiros. Moradora do bairro São Geraldo, Claudia Rebello, deixou de atender no salão de beleza. “Tive que rejeitar as clientes. Aproveitei quando voltou um pouco de água para lavar algumas roupas, mas para trabalhar foi impossível”, declarou.
Viamão
Apesar de o problema mais grave da Corsan na Região Metropolitana ter sido em Gravataí, moradores de Viamão também sofreram, como o casal José Flávio de Moraes e Iolanda, ambos de 85 anos. Residindo na Vila São Tomé, na divisa com Porto Alegre, eles ficaram três dias sem água, que só retornou na madrugada de ontem. “Foi difícil. Como o meu esposo teve um AVC (acidente vascular cerebral) e ficou com os movimentos comprometidos, a falta de água deixou tudo pior. E agora mesmo com água, temos medo que volte a faltar de novo”, revelou.